Coronavírus e tecnologia: o impacto nas empresas

Coronavírus e tecnologia: o impacto nas empresas

O coronavírus é uma emergência global de saúde pública, conforme declarou a Organização Mundial da Saúde (OMS). Como reflexos da disseminação do vírus, empresas de tecnologia também estão tendo que lidar com problemas relacionados à doença.

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) afirmou que os impactos do surto do novo coronavírus já são sentidos por 70% das empresas do setor no país. Das fabricantes pesquisadas, 6% já funcionam com paralisação parcial. Metade das empresas (48%) disse que não tem previsão de parar as atividades.

A nova pesquisa trouxe também informações sobre problemas para entrega de produto final: 54% das empresas afirmaram que, caso a situação se prolongue por mais um mês e meio, pode haver risco na entrega. É a primeira vez que a indicação aparece nos levantamentos.

A China é justamente a principal fonte de componentes do Brasil, com 42% do volume total. O país é um dos principais vendedores de chips, circuitos integrados e outras partes e peças que vão se tornar celulares, máquinas de lavar, televisores e diversos outros eletrônicos em outros países.

Produção de celulares afetada
As indústrias de tecnologia da região de Campinas (SP) começaram a sentir os efeitos da epidemia de coronavírus na China. As fabricantes de eletrônicos Samsung, em Campinas, e a Flextronics, empresa de Jaguariúna (SP) que produz os aparelhos celulares da Motorola, já anunciaram a suspensão temporária da linha de produção por falta de componentes.

De acordo com Eliezer da Cunha, membro da direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, entidade que representa os trabalhadores da Samsung, a empresa fez o pedido de suspensão da produção por três dias alegando falta de componentes para a montagem dos aparelhos celulares e outros eletrônicos. As peças são fabricadas na China.

Impacto mundial
A Apple tem lidado com rumores de que a produção de componentes e iPhones seriam afetadas negativamente pelo vírus. Ao menos três unidades, em Qingdao, Fuzhou e Nanjing tiveram seu funcionamento alterado, e outras lojas parceiras também precisaram fechar como forma de prevenção contra o contágio.

O Google decidiu fechar de forma temporária seus escritórios na China para diminuir o contato humano e evitar a propagação do vírus entre seus funcionários, incluindo as filiais da China, Hong Kong e Taiwan.

Já no caso da Amazon, a companhia definiu impor um veto para viagens de negócios para a China, a não ser que seja por um motivo crítico.

A Microsoft determinou que seus funcionários em território chinês cancelem todas as viagens não-essenciais de negócios. Da mesma forma, empregados de outras regiões foram orientados a evitar idas à China.

Eventos
Três dos principais eventos de tecnologia e inovação marcados para o primeiro semestre de 2020 foram cancelados: a feira de smartphones Mobile World Congress (MWC), que é sediada em Barcelona, na Espanha; o F8, do Facebook, que ocorre anualmente na Califórnia, nos Estados Unidos (EUA); e o Google I/O, para desenvolvedores da empresa, que seria realizado na Califórnia.
O South by Southwest (SXSW), que ocorre anualmente no estado do Texas, nos EUA, foi cancelado, pela primeira vez em 34 anos, por conta do surto de covid-19.

A tecnologia nos testes
A tecnologia tem sido vital para os testes. E conta com a colaboração das empresas privadas. A empresa Seegene, por exemplo, desenvolveu um modelo que, graças à produção automatizada e gerenciada por inteligência artificial, limita a espera a seis horas.

Outras empresas de biotecnologia lançaram projetos ainda mais ambiciosos, que almejam obter os resultados em apenas 30 minutos.

 

Com informações de G1 e Olhar Digital.

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