“Hoje as crianças já nascem com a tecnologia em mãos”. Quem nunca escutou essa frase ou presenciou uma situação semelhante? Pois bem, as crianças vem constituindo uma forma de consumir serviços e produtos e influenciam até 80% das compras dentro de casa, sabia? Até um tempo atrás isso era bem diferente, elas não tinham muitos desejos próprios e não podiam emitir as opiniões.

Porém, nos últimos 50 anos isso começou a ficar diferente. As modificações sociais e as organizações familiares influenciaram no modo de educar os filhos. Com a facilidade de acesso à informação, hoje, os quartos estão equipados com computadores, televisões, rádios, internet, smartphones e tablets, facilitando que eles conheçam mais rapidamente diversos produtos e marcas, sendo até, mais conhecedoras das ofertas do mercado do que os seus pais.

Assim, o público infantil se torna três: consumidores mirins, promovem o consumo familiar e será um consumidor quando adulto. As crianças já possuem a opinião formada e são alvo em potencial para o mercado. Mas, quem disse que conquistar esse público é fácil? Apesar de inocentes, eles são voláteis e exigentes, sendo complicado fidelizar.

Uma forma fácil de atingir as crianças é com a tecnologia. Eles têm o domínio absorvem com mais facilidade as informações, sem contar que eles já nascem sabendo dominar os aparelhos. Entretanto, as empresas precisam entender que os pequenos não são apenas receptores de informação, mas também emissores.

Eles opinam, repassam, influenciam e são influenciados pelas redes sociais. Eles gostam também de não serem interrompidos por um banner de anúncio ou vídeos de publicidade, quando buscarem alguma informação elas devem estar disponíveis onde e como quiserem. É por isso, que muitas vêm preferindo plataformas digitais, como a Netflix, ao invés de assistir à TV. As marcas devem dialogar mais livremente e se relacionar com a mesma linguagem que elas.

Nem tudo são flores…

Com as grandes mudanças, infelizmente, a educação não está conseguindo acompanhar. As instituições e os professores não estão preparados para atender às necessidades. A previsão é de que as crianças superem a geração Z no mercado de trabalho em 2020, tendo no currículo 12 anos ou mais de estudo. Já as nascidas em 2010, devem ser os primeiros a experimentarem um sistema educacional diferente.

Esses novos alunos irão chegar às salas de aula pensando de uma forma e atuarão no mercado de trabalho diferente de seus pais. Agora, eles terão mais liberdade para decidir o querem aprender em cada disciplina, além de ter o poder de escolha nas aulas optativas. Como eles terão o digital na palma da mão, será natural que eles saibam mais do que os próprios professores quando o assunto forem mobile e web.

E aí, qual é a sua opinião sobre esse assunto? Deixe o seu comentário abaixo!

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